Projetos socioeducativos de 2018 encerram premiação

A Coordenadoria de Memória e Cultura do Superior Tribunal de Justiça (STJ) realizou sexta-feira (7) a última premiação dos projetos socioeducativos Museu Escola e O Despertar Vocacional Jurídico em 2018. A ministra Laurita Vaz participou do evento, que aconteceu na escola Vila das Crianças, na zona rural de Santa Maria, no Distrito Federal.

Nesta edição, o tema escolhido foi ParticipAÇÃO: Ser Cidadão é Mais que Receber. As premiadas foram as estudantes Kayla Tainá Ribeiro Rocha, do 8º ano, pelo projeto Museu Escola, e Naira Meidaly da Silva Santos, do 9º ano, pelo projeto O Despertar Vocacional Jurídico. Além de ganhar um tablet, as alunas tiveram seus textos impressos em cartões postais e marcadores de livros que compõem o material de divulgação institucional do STJ.

Educação e valores

A ministra Laurita Vaz, ao falar para as alunas durante a solenidade de premiação, lembrou seus tempos de estudante e destacou a importância da educação para o progresso pessoal e social.

“Para mim, que também estudei em regime de internação, por dois anos, em Goiás, é uma grande satisfação estar presente nesta solenidade com essas meninas de ouro e determinadas, que agora colhem o louro das muitas horas de estudo. A escola Vila das Crianças é prova de como a educação pode transformar vidas e mudar a sociedade brasileira”, disse.

A ministra recordou que o STJ desenvolve projetos socioeducativos desde 2001, com o objetivo de disseminar o conhecimento sobre suas atividades e promover a formação de valores e atitudes necessários ao exercício da cidadania.

“A construção de uma nova realidade que garanta a modernização das relações sociais fundadas em valores éticos, morais, educativos e culturais é tarefa de todos nós: Estado, escola, sociedade e família”, afirmou Laurita Vaz.

Parceria duradoura

A diretora-pedagógica da Vila das Crianças, Rose Guedes, explicou que a parceria com o STJ ocorre há cerca de dez anos e representa uma forma de as alunas conhecerem o trabalho desenvolvido pela corte. “Oportunidade é a palavra que resume esse trabalho conjunto com o tribunal”, declarou.

A estudante Kayla Tainá Ribeiro Rocha disse que se interessou pelo projeto assim que descobriu o tema: “Ser cidadão não é só receber. Achei muito importante falar sobre esse assunto, principalmente na atualidade, em que cobramos muito do Estado, mas muitos não estão cumprindo o dever como cidadão. Devemos cumprir nossos deveres, respeitar e não humilhar as pessoas”.

Para a aluna Naira Meidaly da Silva Santos, não foi difícil escrever sobre o tema: “Tive facilidade de escrever por ser um assunto bastante discutido. Achei importante ressaltar que os cidadãos devem colaborar com o meio em que vivem e também com as pessoas”.

Cidadania

Os projetos socioeducativos do STJ são realizados desde 2001. Desde então, já foram atendidos mais de 170 mil estudantes de escolas públicas e particulares, predominantemente do Distrito Federal e de seu entorno, e eventualmente de outros estados.

Segundo Jaime Cipriani, coordenador de Memória e Cultura, “os projetos têm como objetivo colaborar na formação para o exercício da cidadania do público infantojuvenil e possibilitar a reflexão de cada participante sobre suas escolhas, ajudando a desenvolver as habilidades intelectuais, psicológicas, espirituais e sociais”.

Em 2018, foram premiados dez alunos que desenvolveram trabalhos literários e artísticos. As obras selecionadas foram convertidas em produtos de divulgação institucional, como cartões postais e marcadores de livros.

Os alunos estudam no Centro de Ensino Santa Rita de Cássia, em Sobradinho; Colégio Paloma, em Santa Maria; Colégio Jesus Maria José, em Taguatinga; Escola Classe 302 Norte, na Asa Norte; Alub, em Ceilândia; Instituto Santo Elias, em Sobradinho; e Vila das Crianças, em Santa Maria.
Fonte: STJ